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quinta-feira, 29 de maio de 2014

"De tudo o que ficou guardo um retrato seu e a saudade mais bonita..."




Mais um ano sem te ver, mais um ano convivendo com as lembranças daquele 30 de maio doído que me arrancou um pedaço. Mais um ano imaginando o que tu diria se ouvisse as minhas novas histórias. Mais um ano tentando te imaginar sorrindo em cada momento de festa.  Mais um ano me esforçando pra não esquecer do som da tua voz. Mais um ano me esforçando pra não esquecer do teu jeito de dançar forró. Mais um ano me esforçando pra não esquecer de cada detalhe do teu rosto, inclusive do teu aparelho quebrado que você sempre ia arrumar no próximo mês. De repente o próximo mês não chegou e já faz três anos que esse próximo mês não vai mais chegar pra ti.

Quando penso em você, na nossa amizade, nas conversas, nas festas, no teu sorriso... quando penso no acidente, nas lágrimas, na dor, no enterro... O tempo não é mais linear, tudo se torna atemporal, parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que foi em outra vida. Acho que esses sentimentos tão intensos não se medem em tempo, se medem na dor e na alegria que causaram, ambas de igual profundidade!

Durante esses três anos, sempre imaginei como seria o dia em que não teria mais fotos suas pra postar, o momento em que as fotos começassem a se repetir, porque a impossibilidade das fotos se renovarem é mais uma prova concreta de que você não pertence mais a este mundo, imaginei o quanto isso iria doer, ver que as minhas fotos e de todos os seus amigos continuaram a aparecer e as suas pararam no tempo, no tempo em que algo parou pra gente. E agora percebo que o momento chegou, não tenho uma foto “inédita” contigo, todas as nossas fotos já foram postadas e vistas e não dá pra tirar outra e isso, por mais simples que pareça, dói. Mas quando se trata da morte, tudo dói... não há como evitar!


Quando comecei esse texto era para ele ser alegre, lembrando do quanto sou grata por ter te conhecido e de como você era uma pessoa iluminada... Mas esse “era” me deixou triste de novo, não deu pra ser um texto alegre. Hoje o sentimento é outro!


Edu <3 span="">

terça-feira, 29 de maio de 2012

Um ano...


Há exatamente um ano atrás eu estava aqui nesse mesmo lugar em que estou hoje: deitada no meu quarto pensando que teria que acordar cedo no outro dia. O que eu não sabia é que em poucas horas iria acontecer algo que me transformaria para sempre, eu não fazia ideia que dali há duas horas eu iria perder o chão sob os meus pés e me sentir caindo sem parar. Um ano depois ainda é difícil falar sobre isso, falar sem chorar então... impossível! Antes eu sempre pensava sobre a morte e de como, apesar dela ser uma certeza, ela é algo tão difícil de se entender... Agora eu sei que ninguém nunca vai conseguir entender a morte, não quando ela passa perto da gente e leva alguém que amamos sem se quer um aviso prévio! Aquele 30 de maio foi o dia mais difícil da minha vida, o celular tocando no meio da noite, a noticia, o carro capotado, as lágrimas, os abraços inconsoláveis e inconsolados, o desespero, a escuridão, o medo, a incredulidade, a cumplicidade daquela dor divida entre os amigos, a tristeza estampada em cada rosto, e aquela sensação do SE,... "se ele não tivesse ido", "se eu tivesse ligado pra ele", "se alguém não tivesse deixado"... um monte de SE que não adiantava de mais nada, eu só queria que fosse mentira... ainda quero! Ainda tem dias que eu acordo e penso "foi tudo um pesadelo!", mas aí eu olho pra nossa foto no mural e lembro que ela foi a última!
Perder um amigo que estava há menos de um mês do seu 23º aniversário, (aliás uma das nossas últimas conversas foi sobre fazer uma festa pra comemorar teus 23 anos) e que era uma das pessoas mais cheias de vida que eu conheci, com certeza foi a coisa mais difícil e mais dolorida que eu já enfrentei... aqueles dias que se seguiram, o primeiro mês, eu não sabia de onde tirar forças, não sabia onde eu iria encontrar a alegria de novo... Mas a encontrei cada vez que eu lembrei do sorriso dele, sorriso mais puro e verdadeiro que acontecia por motivos tão simples! Todos os dias eu lembro de como ele era feliz com pequenas coisas, que bastava reunir os amigos e tudo virava festa para ele, do sorriso, do carinho, da amizade, da delicadeza, da simplicidade, de como ele amava a vida... e me obrigo a ser feliz, a aproveitar a vida, a estar perto dos meus amigos, a sorrir de verdade, quando lembro do Edu, me obrigo a ser assim: mais leve e mais feliz também! Eu meio que devo isso à ele como agradecimento por ele ter entrado na minha vida e ter sido meu amigo!
A morte dele me mudou para sempre, porque me fez sentir mais edo de perder as pessoas e por isso mais vontade de estar junto delas, hoje eu sei o que realmente importa, o que realmente vale a pena nessa vida... valorizo cada momento ao lado das pessoas que amo e peço à Deus pra que sempre me dê mais um dia, mas um ano, mais muitos anos com elas!
Se eu pudesse voltar no tempo, teria aproveitado mais os momentos ao lado dele ou evitado que aquele acidente acontecesse, mas não dá pra voltar... então me apego às lembranças que tenho dele, choro de vez em quando, falo com ele no meu pensamento, me sinto grata por ter tido essa amizade e faço desse sofrimento um aprendizado diário!

No coração levo a certeza da nossa amizade e a fé de que um dia vamos nos reencontrar!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Depois da Tempestade vem a Bonância


Nesses 20 dias que se passaram desde meu último post, eu pensei (muitas vezes) em vir aqui escrever algo, mas não sabia como escrever algo que não falasse da dor e da tristeza de ter perdido um amigo. Hoje, 22 dias depois dele ter partido, meu coração ainda está entristecido e dolorido... acredito que eu me sentirei assim por muito tempo! Mas resolvi escrever para agradecer a vida e à Deus, agradecer por eu ter tido a alegria de conviver com o Edu, agradecer pelos momentos únicos que vivi com ele, por cada risada que demos juntos, por cada gesto de carinho e pela amizade sincera que nos uniu e sempre nos menterá ligados.
Eu aprendi que os desígnios de Deus são insondáveis, e que Ele sempre faz o melhor prar nós... eu não consigo compreender porque o Edu foi tão cedo, mas acredito que ele está feliz aonde ele estiver, acredito na vida que continua mesmo que não possamos ver, acredito que "além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz" e sei que as pessoas que se amam vão voltar a se encontrar nesse lugar onde tudo é paz e amor! Sei que ainda vou chorar de saudades, mas também sei que esta distância é temporária e que um dia vamos estar todos juntos de novo!

Agora é a hora de recomeçar...


"Tenho certeza que vou te encontrar
Não sei o dia e a hora,
Mas sei o Lugar!
Sei que você está bem
E mesmo assim
Isso não me impede de chorar!"
(A Tempestade e o Sol, Cathedral)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Lutoo... João Eduardo de Oliveira Bezerra


Um pesadelo, uma piada de mal gosto, uma mentira maldosa e ridicula! É isso que tudo isso parece... penso, penso, penso e só chego á conclusão de que não pode ser verdade!
Edu, meu amigo querido, meu lindo, dono de uma doçura que nunca vi igual, de um sorriso verdadeiro, uma simplicidade que encantava, uma voz que acalmava, um olhar que sorria, um humor que nos fazia querer estar sempre perto de você! Edu!!!
Como pode a morte te levar de uma forma tão trágica? Como DEUS pode ter te tirado da vida assim, sem se quer nos dar a chance de se despedir de ti?
Dizem que as pessoas se vão quando é chegada a sua hora, mas eu não posso acreditar que a tua hora chegou amigo, acho que vc foi antes, foi cedo demais! A hora de partir não é aos 22 anos, quando se tem tantos sonhos, tantos planos, tantas expectativas... a hora de partir é quando se é bem velhinho, depois de ter vivido tudo, de ter tido uma família (esposa, filhos, netos). Mas você foi antes da hora... Se eu pudesse ter um único pedido realizado hoje, seria o de acordar e perceber que isso foi um pesadelo e acabou, queria pegar meu celular ligar pra vc e te ouvir falar do outro lado "diga minha linda!"...
Dois dias antes da sua partida, eu te vi, meu coração se encheu de alegria como todas as vezes em que eu te via, te dei um abraço forte pra matar a saudades de quase um mês sem te ver, você me abraçou também, dançamos um pouco (eu adorava dançar forró com você), e como em todas vezes que te via eu disse "Eduuuu, eu gosto tanto de tu!!" você sorriu e disse que gostava de mim também, depois te dei um beijo e fui embora, eu não sabia que aquela seria a última vez que eu iria te ver nessa vida!
Meu amigo, jamais poderei te esquecer, impossível esquecer tua doçura, os momentos que passamos juntos, quando compartilhavamos nossas desventuras amorosas e você dizia que eu tinha de parar de sofrer por quem não merecia! Em todos os anos em que a gente conviveu só te vi triste uma vez, só te vi com raiva uma vez... você sempre foi de paz, era sempre alegre, iluminava qualquer lugar e qualquer pessoa com sua alegria, sempre ficou longe de brigas...
Edu, você e a morte são duas coisas que definitivamente não combinam!
Por que teve que ser assim?
A dor é tão grande, parece não ter fim! Uma parte de cada um de nós foi com você!
Nada jamais será igual...
O que nos resta é rezar, rezar por você, pela sua família que é tão lindaa, e por todos os seus amigos que aliás são muitooos!
Jamais esquecerei de ti, nunca!! Você vai morar pra sempre em nossos corações!
Um dia amigo a gente volta a se encontrar e vamos rir muito de novo!!

Te amo Edu!! Fica em paz!!