É engraçado como algumas pessoas têm, nas próprias mãos, todas as ferramentas para fazerem o outro feliz e assim serem felizes também, mas preferem causar sofrimento e se iludir com alegrias e pessoas passageiras!
Porque para algumas pessoas uma noite de bebedeira e pegação vale mais do que um amor de verdade, daqueles que só querem cuidar e fazer feliz!
Vai entender, né? O certo é que um dia a vida cobra a conta!
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terça-feira, 12 de março de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
Santa Maria, 245...
A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS
(Fabrício Carpinejar)
"Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido."
(Fabrício Carpinejar)
"Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido."
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Morri porque também tenho 24 anos, como muitos ali.
Morri porque também já fu universitária.
Morri porque adoro curtir música ao vivo junto com os amigos no sábado a noite.
Morri porque já perdi amigos que saíram pra uma festa e nunca mais voltaram.
Morri pelos 245 planos e sonhos que nunca se realizarão.
Morri pelo desespero em meio a fumaça e longe das portas.
Morri pelos que saíram, mas tiveram que deixar os amigos lá.
As palavras perderam o sentido....
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Incerto...

Não sei bem sobre o que escrever hoje... como sempre dentro de mim há uma confusão de sentimentos, de certezas e de dúvidas, de esperanças e medos, inseguranças e desejos! E esses pensamentos que me levam sempre ao mesmo lugar, ou á mesma pessoa... Essa história toda você diz que é bonita, eu digo que é triste, mas há quem diga que existe beleza na tristeza... então nossa história de desencontros é assim: bela porque é triste!
Só quero que toda essa distância que nos afasta e traz essa tristeza acabe um dia... e que a beleza dessa história passe a existir na felicidade do nosso reencontro!!!
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