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sábado, 29 de março de 2014

Curitiba, 321 anos!

Curitiba linda das minhas lembranças.
Curitiba da minha primeira infância.
Onde dei meus primeiros passos, onde falei minhas primeiras palavras, onde vi a luz do sol pela primeira vez, onde aprendi o que é o amor!
Curitiba que sempre me encantou! Lembro com carinho dos passeios que fazia no centro de mãos dadas com  minha mãe, dos ônibus que pegávamos, de comprar pipoca com bacon nas esquinas dos pontos de ônibus. Teu passeio publico com o pavão que me impressionava com suas cores, o trem que passava cortando o bairro Boa Vista e que me causava medo. Minha primeira escola, meus primeiros amigos. Os pinheiros enormes e na época certa, os pinhões que eram motivo pra reunir a família.
Ah! Curitiba! Às vezes penso que gostaria de ter ficado sempre aí, ter feito minha vida em teu coração, ter construído minha história por estas terras, mas segui outro caminho, vim para terras distantes de ti. Atravessei o país, criei raízes deste lado, mas sem nunca te esquecer... Tu ainda está presente nos meus sonhos que, constantemente, me lembram que pertenço à este lugar. E mais que tudo te trago no meu coração e nas minhas saudades.
Saudades de tuas belezas, saudades das pessoas que amo e aí estão e saudades de mim quando estava aí!
Parabéns minha cidade natal, que você continue encantando!

*Foto tirada em 20111 na Ópera de Arame, nela está meu irmão, também curitibano.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Saudades... sempre ela!

 
Se existe uma única imagem que pode definir muito de mim, a imagem é essa. Olhando para ela eu vejo toda a minha infância passar diante dos meus olhos. Foi nesta casa, brincando de patins sobre essas pedras que, pela primeira vez, eu me senti pertencendo à uma família de verdade. Ouvindo as conversas dos adultos nessa varanda eu aprendi valores como humildade, união e respeito. Brincando com meus primos em cada canto dessa casa enorme eu aprendi sobre a fraternidade, (mesmo não tendo irmãos presentes) e sobre a importância de saber dividir.
Nunca me esqueço do gosto do bolo de fubá com café quentinho que minha tia-avó fazia no final da tarde, horário em que a família toda se reunia para, juntos, compartilhar a simplicidade desse amor tão puro. Hábito que, aliás, até hoje eles preservam. Cidade pequena tem dessas belezas, é mais fácil estar perto de quem amamos.´
Aquela igreja que aparece no fundo da foto, foi ali onde, pela primeira vez, eu ouvi alguém falar sobre Deus e seu amor incondicional por nós, foi onde comecei a aprender e a ter fé. E quem me ensinou foi uma pessoa que, apesar deu não ver há 16 anos, me marcou profundamente, pois transmitia no seu jeito de falar uma ternura que só pode mesmo ser divina. Foi dessa pessoa também que ganhei um dos presentes mais lindos que já tive, me dado de uma forma simples entre muitas lágrimas em uma despedida num fim de tarde, bem aí nessa rampa que aparece na foto: um diário, meu primeiro diário, repleto de palavras lindas dedicadas à mim... foi nele que li, pela primeira vez, um pedacinho da parte mais linda da Bíblia (I Corinthios, 13) que dizia que na vida tudo passa, exceto o amor! Aos nove anos de idade eu comecei a entender isso e até hoje estou tentando entender um pouco mais.
Ah! Como essa foto me desperta saudades! Saudades de quem fui brincando aí e amando essa família que apesar de estar longe, sempre vai ser minha família. Saudades de quem eu poderia ter sido se, há 16 anos atrás, não tivesse vindo morar do outro lado do país. Saudades de um tempo que nunca mais vai voltar porque a vida mudou e nada pode ser igual, saudades de um tempo que mesmo que tenha acontecido há um tempo maior do que a metade da minha vida, me marcou profundamente e sempre vai fazer parte de quem eu sou!
Se tem uma foto que me despertou amor, com certeza é esta!
 
*Foto da frente da casa da Tia Nadir (minha tia-avó) em Rio Branco do Sul - Paraná.

domingo, 10 de outubro de 2010

Sonhos...


Ando pensando sobre alguns sonhos que eu tinha quando criança e me perguntando o porquê deu ainda não ter batalhado por eles... decidi que pelo menos um, o mais importante, eu vou fazer acontecer, só depende de mim! E sei que se eu conseguir serei uma mulher feliz por realizar o sonho de um coração de criança... essa semana vou amadurecer essa ideia, colocar o sonho no papel e do papel para a realidade!


P.S.: Eu decidi que iria te esquecer, mas isso é mais difícil do que eu podia supor... a tua ausência me incomoda, sinto sua falta!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010


"Queria voltar a ser criança,
pois joelhos machucados
curam-se mais rápido
que corações partidos."

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Faxina no céu...


Fazia tempo que eu não via uma chuva tão forte assim, a cada minuto há um novo clarão no céu que me assusta... esse clima faz crescer em mim a sensação de solidão! Conforme vejo as gotas saírem do céu, sinto meu coração apertar aqui dentro... não sei o porquê da chuva exercer essa influência sobre as pessoas... mas é dado confirmado em pesquisas que nos lugares em que o tempo é sempre nublado e chuvoso existe um maior número de pessoas com depressão e consequentemente mais suicídios (não que esse seja o meu caso!).
Um novo trovão no céu, me lembrei de quando era pequena e em noites como essa minha mãe dizia que São Pedro estava fazendo uma faxina lá em cima, cada trovão era um móvel que ele arrastava, era bom acreditar nisso, me sentia mais tranqüila. Chegava a ficar horas imaginando quais eram os móveis que estavam sendo arrastados lá no céu e pensava que eles deveriam ser muito grandes e pesados pra fazer um barulhão desses, quando pensava no tamanho dos móveis sentia pena do São Pedro por ter que fazer a faxina sozinho, ou será que os anjinhos do céu davam uma ajudinha pra ele?!
Mais um trovão e dos grandes, será que foi o guarda-roupas!?
A chuva ta passando, a faxina deve estar no final, a solidão também ta passando...



*Texto escrito em 10 de maio de 2010.
Desculpem pela ausência aqui no blog, é que minhas aulas recomeçaram e eu estou tentando entrar no ritmo novamente! Beijoss :**

terça-feira, 16 de março de 2010

Esse vazio se chama saudades....



"Saudade é um filme preto e branco que meu coração quer ver colorido!"


"Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo, mas não consegue!"


Saudade.... essa palavra tem estado em quase todos os meus pensamento nos últimos dias, saudades de tantas pessoas, de tantos momentos, de sorrisos, de gostos, cheiros, paisagens, sons... de tudo aquilo que já me fez feliz!



Até um brigadeiro de panela fez meu coração ficar apertadinho de saudades outro dia, é que enquanto fazia o brigadeiro no domingo a tarde, me lembrei da minha infância, há muitos anos atrás quando minha prima mais velha me ensinou os segredos de um bom brigadeiro... e lembrei dos muitos anos que já passaram desde a última vez que vi essa prima, ela já tem uma filha que eu não conheço e tá esperando outro bebe que eu pretendo conhecer logo, a lembrança que eu tenho dela é de uma adolescente linda admirada pela prima pirralha aqui! Essa lembrança me trouxe tantas outras.... lembranças de uma infância lá no Paraná, em cima dos pés de ameixa do quintal e brincando de esconde-esconde com os primos, do friozinho de manhã que me fazia me esconder pra não tomar banho... E deu saudades... saudades da prima, dos primos, do Paraná, das ameixas, do frio, saudades de mim mesma aos 8 anos de idade!



E meu coração convive com muitas outras saudades, a maior delas é a de uma pessoinha que apesar de ter apenas um aninho despertou um dos sentimentos mais puros que já senti... um amor totalmente incondicional... Saudades também de momentos que nem chegaram a acontecer por falta de tempo ou coragem, não sei ao certo... momentos que a distância tirou de mim, afastando alguém destinado a ser muito importante na minha vida, importante esse alguém ainda é, mas há milhares de quilometros distantes, a saudades é enorme, saudades dos momentos tão simples e tão raros que tivemos juntos...



Enfim, a saudade tem preenchido muito do meu tempo e do meu sentimento... em alguns momentos ela tão forte que dói fisicamente mesmo, mas a gente acaba aprendendo a conviver com ela...



Finalizando deixo um poema que recebi por email de alguém que compartilha comigo a minha saudade...

"Oh, meu amor!
Não fique triste...
Saudade existe pra quem sabe ter,
Minha vida cigana me afastou de você,
Por algum tempo que eu vou ter que viver por aqui, longe de você,
Longe do seu carinho...
E do seu olhar, que me acompanha já tem muito tempo
Penso em você a cada momento
Sou água de rio que vai para o mar
Sou nuvem nova que vem pra molhar essa noiva que é você
Pra mim você é linda
Dona do meu coração
Que bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver
O meu coração bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver
O meu coração..."