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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Montanha-Russa


Aí você tem certeza que já esqueceu o "Fulano" que só passou pela sua vida pra te ensinar a não se entregar tanto, a  nunca confiar 100%, que mesmo que você dê o melhor de si para alguém a sua recompensa pode ser meia dúzia de mentiras mal ditas que você acreditou por um tempo por estar cega de paixão, paixão por uma pessoa de mentira que se esconde atrás de uma máscara de doente e "psicologicamente fragilizado". Você tem certeza que esqueceu esse fulano que só te fez sofrer, aquele  fulano por quem você chorou até não aguentar mais ficar de olhos abertos. Então as noticias do novo namoro recentemente, e inesperadamente, assumido começam a chegar até você por todos os lados possíveis, todos os seus amigos que sabem da história que você teve com ele vêm te contar a grande novidade, eles te contam sem se importar porque sabem que isso não te afeta mais, você mesma diz pra quem perguntar que já nem lembra da existência desse fulano. Mas aí você se surpreende com o que descobre dentro de si, a noticia te afeta, você chega a pensar que até mesmo te machuca, te faz doer um pouquinho, voltar a sentir uma pontada de tudo o que você já havia sentido e "superado". E quem é que entende a mistura de sentimentos tão antagônicos que cabe dentro dos nossos corações? A gente se enche de certezas nas quais acredita fielmente, achamos que finalmente conseguimos entender todos os nossos sentimentos e aí vem uma notícia trivial, para a qual no fundo você sempre tentou se preparar, e mexe com você de uma forma que, em um instante, todas as suas certezas viram dúvidas. Assim é a vida, uma montanha-russa de sentimentos, na qual você não faz ideia do que esperar depois do próximo loop, mas sabe que depois que passar por todos os giros, subidas e descidas de tirar o fôlego vai chegar na parte plana e calma, até começar tudo de novo!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Jogo que não sei jogar :p



Então é isso? Essa é a verdade?
Todo homem trai e toda mulher finge que não sabe disso para poder ter um relacionamento sério?
E os relacionamentos nada têm haver com amor, companheirismo, fidelidade e paixão? Na verdade não passam de um jogo onde o vencedor é aquele que consegue fingir por mais tempo? É isso mesmo, Zé?
Se for assim Zé, pode espalhar por aí que não aprendi a jogar esse jogo e nem quero aprender, as regras dele vão de encontro com as minhas próprias regras, não dá para conciliar. Prezo demais meus sentimentos para fazer deles simples peões de tabuleiro, aprendi a jogar com mimicas, com baralho, com desenhos, com palavras, com músicas... agora com o que vem do meu coração, não, esse jogo não faz parte do meu repertório de diversões, Zé.
Isso deve ser jogo pra gente muito mais esperta do que eu, essa gente que não se importa em magoar ou em transformar os outros nos seus peões, dessa gente que faz da própria vida um tabuleiro com peças a serem manipuladas friamente. Esse tipo de gente que não sofre por ninguém porque aprendeu desde cedo que sentimento só serve para jogar e causar diversão, gente esperta que nunca vai saber o que é uma decepção ou... uma paixão.  Eu não tenho essas espertezas, se as coisas forem assim, então eu sou burra, Zé!

Já tenho certeza que, mesmo que eu entre nesse jogo sem querer, dele nunca vou sair vencedora. Sempre vou ter como resultado um coração partido, Zé. Mas não me revolto, se as regras do jogo são essas eu prefiro é perder, tem vitórias que nos tiram a paz, e eu quero sempre a minha paz aqui comigo. E quem sabe um dia eu encontre algum burro que nem eu Zé, que também não aprendeu as regras desse jogo. Aí a gente não vai jogar nada, mas vamos ganhar juntos!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Só sei ser assim







"Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade.
Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada.
Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Essa saudade, que às vezes faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que se experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza.
Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida.
Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim."


 (Ana Jácomo)

domingo, 22 de abril de 2012

O mundo que eu quero viver!


Acredito em um mundo onde o sentir não seja considerado algo fora de moda, brega ou inconveniente. Onde cada um possa olhar para dentro de si e reconhecer seus sentimentos sem se envergonhar disso. Um mundo em que uma pessoa possa falar que apesar de ter tudo o que o dinheiro pode comprar, se sente infeliz sem saber o porquê e não ser julgada como se estivesse ofendendo o mundo inteiro. Um mundo em que alguém pode ter uma família modelo e ainda assim sentir vontade de fugir e buscar novos horizontes, em que uma pessoa pode ter pouco ou nenhum dinheiro e se sentir feliz e amada e demonstrar esse amor para os outros sem que isso pareça loucura ou falsidade. Sim, eu preciso acreditar em um mundo em que o sentir seja valorizado e não um tabu, em que as pessoas tenham a liberdade de chegar diante daqueles que confiam e abrir seus corações com tudo que há neles: mágoas, amor, desilusões, fantasias, medos, esperanças, fé, descrença, desespero, carinho, força, tristeza, coragem, raiva, determinação, ódio, felicidade... E que façam isso sem se sentirem oprimidas ou julgadas por trazerem dentro de si, além de todas as racionalidades que o mundo impõe, emoções e sentimentos! Eu preciso acreditar em um mundo onde mais do que liberdade de pensamento, se tenha liberdade de sentimento, afinal é só através do que sentimos que as nossas relações se tornarão mais verdadeiras e as pessoas, todos nós, poderão ser mais felizes! E tenho dito. ;*

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ver aquele caminhão partir carregando um pouco de tudo do que eu fui nos últimos 9 anos, não foi tão simples quanto eu imaginava que seria...  Aquilo não significava apenas meus móveis, meus livros, meus discos deixando a cidade que eu adotei como minha, significava também o fim de algo que eu sequer consigo definir.. Quando perdi o caminhão de vista, eu me perdi de vista também... me perdi de mim mesma, senti como se eu não estivesse mudando apenas de cidade, mas mudando por dentro e sem saber pra onde essa mudança me levará... a casa ficou vazia, tão vazia que qualquer som fazia eco,  assim como esses nove anos estavam ecoando dentro de mim, todas as lembranças, todos os amigos, todos os amores... tudo estava aqui ecoando no meu peito e me lembrando o que eu estou deixando. Partir foi uma decisão de gente grande, coerente e racional... mas ver a partida se concretizar na minha frente, deixando minha casa vazia, despertou em mim todos os sentimentos de criança, daquela criança que eu fui que era a dona daqueles ursinhos de pelúcia que agora estavam encaixotados em cima de um caminhão... na casa vazia, eu chorei como aquela criança chorava quando sentia medo de escuro... mas eu não chorei por medo, chorei por ter que partir e deixar tudo isso aqui!

sábado, 28 de agosto de 2010



"Acontece porém que não tinham
preparo algum para dar nome às emoções,
nem mesmo para tentar entendê-las!"
(Caio F. Abreu)

E eu, de uma maneira insana, continuo a insistir nessa história que tanta dor me causa!

sábado, 8 de maio de 2010

A soliloquiar!


Começo esse post pedindo desculpas pela demora pra vir aqui, mas estou com problemas com a minha internet, por isso não estava vindo aqui! Mas já andei lendo todos os blogs que sigo e já me atualizei de tudo! Essa semana foi uma correria, provas, trabalhos, projetos, monitoria, ufa!! Acredito que estou precisando de férias...



Um outro motivo para a minha ausência virtual é que a inspiração andou dando uma volta pra longe de mim nos últimos dias, eu simplesmente não conseguia escrever sobre nada, e percebi que isso ocorreu pelo simples fato de que escrever para mim não é um ofício, é, sim, um jeito de viver, de olhar o mundo á minha volta e de procurar entendê-lo! É incrível como escrever me alivia, tira de mim o peso da minha indecisão, acalma minha angústia perante as coisas que não posso controlar, escrever é minha válvula de escape... é minha fuga, meu refúgio, meu remédio e muitas vezes até minha salvação! Então pode acontecer que eu fique sem postar por aqui de novo, e desde já peço desculpas á vc que se importa em ler o que escrevo, mas para mim escrever aqui neste blog só vale a pena se as palavras forem ditadas pelos meus sentimentos...