quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Dois meses


Sabe aquela história de que quando você menos esperar a pessoa certa vai aparecer e que aí tudo vai se encaixar? Pois é, eu nunca acreditei nisso até que aconteceu! Não sei se com todas as pessoas é assim, mas comigo foi desse exato jeito, não vou mentir e dizer que tudo até aquele momento do pedido de namoro foi perfeito, porque não foi. Enquanto eu estava sozinha, ouvindo gente incrivelmente feliz com seus namorados ou noivos me dizer que eu na hora certa eu encontraria a pessoa que mudaria a minha vida, eu estava tentando (de todas as formas erradas possíveis!) achar essa pessoa, estava me envolvendo com gente que não tinha o menor interesse em se envolver, estava iniciando relacionamentos que mesmo antes de começar estavam fadados ao fracasso e a me fazer sofrer. Eu sempre fui intensa, emocional, sempre me joguei e por isso quebrei a cara e o coração, sofri, chorei tanto e tantas vezes que desacreditei, depois de tanto querer decidi desistir de ter alguém ao meu lado, resolvi que a vida poderia e era bonita mesmo se vivendo sozinha, fiz planos que passavam longe de alianças, cerimônias, viagens à dois, dividir as contas, dividir as alegrias... eu de fato me conformei que até comecei a gostar do que agora eu enxergava para mim e quando alguém dizia que "quando você menos esperar a pessoa certa vai aparecer" ou "aí tudo vai fazer sentido" eu simplesmente ouvia sem acreditar, achava até que por trás dessas convicções a pessoa estava escondendo uma certa infelicidade à dois... sim, de uma certa forma, depois de tantos desencontros que vivi eu me endureci (na época chamava de "amadureci), criei uma proteção que já não me permitia grandes envolvimentos... Mas a vida, esse fluxo louco que nos leva para direções inimagináveis, deu uma reviravolta inesperada e me trouxe alguém que, de novo, me fez mudar todos os meus conceitos, e em pouco mais de dois meses todo aquele blá blá blá em que eu não acreditava passou a ser exatamente a minha realidade. Exatamente hoje completo dois meses de namoro e o que eu tenho a dizer é que quando ele chegou e fez morada na minha vida tudo o que eu havia vivido antes passou a fazer sentido, eu entendi o porquê de tantas coisas que eu queria esquecer, eu tinha que passar por tudo aquilo que veio antes para conseguir entender em apenas 15 dias de convivência que aquele pedido de namoro, que muitos julgam precipitado, tinha que acontecer nas nossas vidas, que a entrega, o respeito, o amor são verdadeiros e, finalmente, mútuos. Tudo tinha que ter sido exatamente assim pra que eu não tivesse dúvidas de que ele e a peça que estava faltando no meu quebra-cabeças, pra que eu tenha a certeza de que mesmo podendo viver bem sozinha eu posso ser muito mais feliz compartilhando meus planos, meus objetivos e minha vida com ele! Há dois meses eu ganhei um namorado, um companheiro , um melhor amigo  e um homem admirável ao meu lado e só tenho a agradecer à vida, agradecer à todos que me disseram que esse dia iria chegar, agradecer á quem passou pela minha vida e me fez algo que me ajudasse a reconhece-lo na hora certa.... Hoje sou grata por tudo, mudei todas as  minhas convicções, todos os meus planos, meus olhares e meus sorrisos e por ele eu mudaria de novo, mil vezes! 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Do que não se mede através do tempo



Confesso que eu  já tinha desacreditado do amor de novelas,  tinha desistido de viver um romance desses que nos fazem sentir borboletas no estômago, já tinha me conformado com a ideia de uma vida serena, plena e sem muitas emoções no quesito coração... Mas aí você surgiu e todas as minhas (tristes) convicções (des)amorosas foram pro espaço, numa noite de um feriado chato (feriado em plena quarta-feira?) sem nenhuma expectativa, além de comer, você entrou na minha vida,  acho que antes mesmo de mim própria perceber eu já tinha te colocado na minha vida, logo no primeiro olhar. A partir daquela quarta tudo mudou, os próximos encontros, você sem falar muito, eu tentando encontrar um assunto que pudesse nos ligar, a minha tentativa (fracassada) de disfarçar o que eu nem entendia que estava sentindo, finalmente nossa aproximação, o primeiro beijo, o segundo, o terceiro e todos os outros... Você surgiu pra bagunçar tudo o que eu já havia planejado para mim, surgiu pra colocar dúvidas onde eu tinha certezas e esperanças onde eu já havia me fechado... Tanta coisa pra dizer e as palavras me fogem (você consegue me deixar sem palavras!), pra resumir digo que você redecorou minha vida, deixou ela muito mais bonita,  pintou meus dias com cores alegres e vibrantes e me fez descobrir sentimentos lindos....
Tudo o que eu quero é fazer isso por você também!!!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nós



"Eu já sonhei com a vida, agora vivo um sonho, mas viver ou sonhar com você... tanto faz"


Nos últimos dois meses (que não apareci nesse blog) tantas coisas surpreendentes aconteceram na minha vida. Acho que posso afirmar que, desde a criação desse blog, esses foram os dois meses mais incríveis e felizes que vivi... A partir de agora meus solilóquios serão para dividir essa felicidade por aqui, porque o que é bom também é inspirador!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Montanha-Russa


Aí você tem certeza que já esqueceu o "Fulano" que só passou pela sua vida pra te ensinar a não se entregar tanto, a  nunca confiar 100%, que mesmo que você dê o melhor de si para alguém a sua recompensa pode ser meia dúzia de mentiras mal ditas que você acreditou por um tempo por estar cega de paixão, paixão por uma pessoa de mentira que se esconde atrás de uma máscara de doente e "psicologicamente fragilizado". Você tem certeza que esqueceu esse fulano que só te fez sofrer, aquele  fulano por quem você chorou até não aguentar mais ficar de olhos abertos. Então as noticias do novo namoro recentemente, e inesperadamente, assumido começam a chegar até você por todos os lados possíveis, todos os seus amigos que sabem da história que você teve com ele vêm te contar a grande novidade, eles te contam sem se importar porque sabem que isso não te afeta mais, você mesma diz pra quem perguntar que já nem lembra da existência desse fulano. Mas aí você se surpreende com o que descobre dentro de si, a noticia te afeta, você chega a pensar que até mesmo te machuca, te faz doer um pouquinho, voltar a sentir uma pontada de tudo o que você já havia sentido e "superado". E quem é que entende a mistura de sentimentos tão antagônicos que cabe dentro dos nossos corações? A gente se enche de certezas nas quais acredita fielmente, achamos que finalmente conseguimos entender todos os nossos sentimentos e aí vem uma notícia trivial, para a qual no fundo você sempre tentou se preparar, e mexe com você de uma forma que, em um instante, todas as suas certezas viram dúvidas. Assim é a vida, uma montanha-russa de sentimentos, na qual você não faz ideia do que esperar depois do próximo loop, mas sabe que depois que passar por todos os giros, subidas e descidas de tirar o fôlego vai chegar na parte plana e calma, até começar tudo de novo!

sábado, 21 de junho de 2014

Não Se Apega Não (trecho)



"A vida é assim mesmo... à medida que o tempo passa, pessoas verdadeiras permanecem e as fracas vão ficando para trás. Temos que levar a vida como uma eterna viagem, na qual os momentos permanecem e as pessoas passam. E é isso decepções acontecem. Nos sentimos uns idiotas por um dia termos acreditado, mas depois tudo se supera. Quanto àquelas pessoas que resolvem ficar pelo caminho, como o Eduardo, eu só desejo que não se arrependam." (Isabela Freitas)

Trecho do livro Não Se Apega Não, livro lindo que, apesar de ter terminado há alguns dias, ainda estou saboreando! Super recomendo!

Quem quer ir, que vá!

Ando desfazendo algumas amizades no facebook, o que é um tanto simbólico neste momento em que eu, finalmente, percebi que não há como obrigar algumas pessoas a ficarem na minha vida. 
Vou explicar melhor: eu sempre fui do tipo de pessoa que liga, que convida, que combina, que resolve reunir os amigos, que manda mensagens, que cria grupos no whats, enfim, que faz tudo que pode e não pode para que os laços de amizade que construí ao longo da vida não se desfaçam. Talvez por ter sido muito sozinha desde sempre (filha de mãe solteira que trabalhava o dia inteiro fora, criada longe dos irmãos, antes dos 15 fui morar sozinha para estudar), aprendi a valorizar demais os amigos, e nunca soube lidar bem com a ausência deles. Admito que tenho muitos amigos, muitos há mais de 10 anos, sou feliz por cada um deles. Acontece que há um certo tempo venho percebendo que muitos desses amigos estão na minha vida meio que 95% devido  a um esforço meu, sou sempre eu tomando a inciativa do contato e eles apenas respondendo à isso e... sabe aquela história de que às vezes você quer receber ao invés de apenas se dar? Então você entendeu o que eu quis dizer com " percebi que não há como obrigar algumas pessoas a ficarem na minha vida". É que eu decidi me retirar da posição de procurar os outros e esperar para ver quem me procura, passei de ativa para passiva nas minhas relações de amizade, e o que eu estou vendo é muitos amigos queridos indo cada vez mais para longe. Se isso me deixa triste? É claro! Logo eu que me entristeço por coisas bobas, como não me entristecer por essas partidas graduais que se anunciam? Mas estou consciente de que fiz o melhor que pude enquanto acreditava que manter minhas amizades era algo que dependia, exclusivamente, de mim. Então, finalmente (FINALMENTE), estou deixando ir quem quer ir, não estou indo atrás, nem fazendo drama e nem me chateando com ninguém... apenas entendi que algumas pessoas (a maioria) não vão permanecer para sempre na nossa vida, elas vão conhecer outras pessoas, vão fazer novos amigos, vão ter novos relacionamentos e, num processo, natural vão se afastar do que não priorizam. E pra falar, a verdade, não ando fazendo muita questão de ter na minha vida quem não pode, pelo menos às vezes, me colocar como prioridade e fazer questão de ter minha amizade! 
Se ao final desse processo de "desapego de quem não quer ficar" eu estiver sozinha, tudo bem, vou aprender a lidar com isso, eu sei!

sexta-feira, 30 de maio de 2014



ELA É ESPECIAL, TALVEZ NÃO SAIBA.

"Coisa tão certa, beleza esperta... Como diria o mano Caetano!
Ela é especial, pois sabe a hora de dizer não. É coerente com suas ideias e sabe aonde pode chegar. É firme nas decisões e tem um papo cabeça. Também sabe dizer besteiras enquanto come pipoca de micro-ondas assistindo Big Bang Theory. 

Ela é especial com um rabo de cavalo, só de calcinha e uma camiseta com o dobro do seu tamanho, de pernas para o ar e com um livro em mãos, em pleno sábado à noite. Talvez ela surte e saia com as amigas para uma balada qualquer. Ela é especial.
Não é especial por ficar com poucos garotos, mas por confiar nela a ponto de se entregar a um numa dessas noites de verão.
Gosta de Música Popular Brasileira e adora qualquer tipo de manifestação artística. Discute política social enquanto faz as unhas de rosa com frescurinhas que só elas entendem. Ela é quase uma obra de arte, falando nisso.

Ela... Bom, ela demora horas em frente ao espelho se arrumando para sair e ouvir um idiota dizendo que ela se arrumou só para chamar a atenção de outra menina qualquer. Tolo! Ela sempre sai querendo chamar a atenção de quem realmente se interessa por belezas espertas. (raridade).

Sorri, bagunça o cabelo como se arrumasse da mais perfeita forma possível e vai pra festa mostrando o valor de ser interessante aos olhos de quem acompanha seu charme deslizar no social da feminilidade. Ela chama a atenção com o olhar, para o mundo com sua boca que transcende tudo que há de melhor naquele instante em que ela sorri. Seu olhar é mais disputado que bundas beirando o chão numa balada à noite.

Na ordem das coisas, ela é querida por todos.
Ao voltar da balada, ela se porta como uma menina normal, e meninas normais estão em falta.

Ela é interessante e não sabe, mas é preciso que alguém conte."

(Petherson Cardoso)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

"De tudo o que ficou guardo um retrato seu e a saudade mais bonita..."




Mais um ano sem te ver, mais um ano convivendo com as lembranças daquele 30 de maio doído que me arrancou um pedaço. Mais um ano imaginando o que tu diria se ouvisse as minhas novas histórias. Mais um ano tentando te imaginar sorrindo em cada momento de festa.  Mais um ano me esforçando pra não esquecer do som da tua voz. Mais um ano me esforçando pra não esquecer do teu jeito de dançar forró. Mais um ano me esforçando pra não esquecer de cada detalhe do teu rosto, inclusive do teu aparelho quebrado que você sempre ia arrumar no próximo mês. De repente o próximo mês não chegou e já faz três anos que esse próximo mês não vai mais chegar pra ti.

Quando penso em você, na nossa amizade, nas conversas, nas festas, no teu sorriso... quando penso no acidente, nas lágrimas, na dor, no enterro... O tempo não é mais linear, tudo se torna atemporal, parece que foi ontem e ao mesmo tempo parece que foi em outra vida. Acho que esses sentimentos tão intensos não se medem em tempo, se medem na dor e na alegria que causaram, ambas de igual profundidade!

Durante esses três anos, sempre imaginei como seria o dia em que não teria mais fotos suas pra postar, o momento em que as fotos começassem a se repetir, porque a impossibilidade das fotos se renovarem é mais uma prova concreta de que você não pertence mais a este mundo, imaginei o quanto isso iria doer, ver que as minhas fotos e de todos os seus amigos continuaram a aparecer e as suas pararam no tempo, no tempo em que algo parou pra gente. E agora percebo que o momento chegou, não tenho uma foto “inédita” contigo, todas as nossas fotos já foram postadas e vistas e não dá pra tirar outra e isso, por mais simples que pareça, dói. Mas quando se trata da morte, tudo dói... não há como evitar!


Quando comecei esse texto era para ele ser alegre, lembrando do quanto sou grata por ter te conhecido e de como você era uma pessoa iluminada... Mas esse “era” me deixou triste de novo, não deu pra ser um texto alegre. Hoje o sentimento é outro!


Edu <3 span="">

domingo, 25 de maio de 2014

"Se eu pudesse te dar um conselho só, sabe, só um, ele com certeza seria: não se preocupe. Tudo vai dar certo. Ou errado. E o errado às vezes é o certo. A vida tem maneiras estranhas de nos mostrar o que precisamos, e muitas vezes, não precisamos daquilo que acreditamos precisar. Compliquei demais? Você já vai entender.
Você vai se decepcionar com as pessoas que mais gosta e admira. Elas vão virar as costas quando você mais precisar, acredite. Já aconteceu comigo, com sua mãe, sua vizinha e tenho certeza de que você é a próxima. Pessoas de verdade estão cada vez mais raras, e não é a mesma coisa que procurar uma roupa do seu tamanho num shopping lotado. Você até pode achar uma roupa que sirva, mas ela precisa durar a vida inteira, entende. 
Você vai tirar notas ruins mesmo após noites insones em cima dos cadernos e sem ter faltado uma aula sequer daquela matéria.
Sua mãe um dia vai chegar cansada do trabalho e dizer que você não faz por merecer a vida que tem. Vai gritar sem motivo algum e depois agir como se nada tivesse acontecido. Normal. 
Tem também o dia em que você vai pegar seu namorado beijando sua melhor amiga enquanto você vai ao banheiro. Ah, não acredita? Pois acredite. Nesse dia você vai virar alguns drinks e fazer feio na frente de toda a cidade. Vai fingir não se importar e sentir um nó na garganta que não se desfaz por nada. No fim da noite, vai ser o momento de chorar abafando o som com o travesseiro. Mas depois de algum tempo, você vai ficar bem, garanto. 
Preciso avisar também sobre o dia em que você vai se apaixonar perdidamente por alguém e se esforçar muito para que ele seja feliz ao seu lado. Vai dar seus melhores sorrisos, vestidos e versos. E adivinha? Não vai ser valorizada. Vai insistir e desistir por dezenas de vezes, o que é normal, porque não gostamos de "deixar para lá" e sempre achamos que ainda há uma solução. Bem, sinto dizer, mas alguns problemas não querem ser solucionados. 
Você vai ser demitida do trabalho que tanto se dedica, vai ouvir ofensas de que nem te conhece, vai ser mal tratada no seu restaurante favorito, vai ser despejada do apartamento, vai tomar um tombo no meio da rua, vai perder o seu cordão favorito, vai pintar o cabelo e se arrepender, vai quebrar o celular que nem acabou de pagar, vai ouvir desaforo da sogra, vai ficar doente e ter que ser internada, vai descobrir que aquela amiga "tão querida" nunca quis seu bem, vai passar um feriado em casa enquanto seus amigos se divertem na praia, vai dizer um "eu te amo" e escutar apenas um "eu também", vai descobrir que é impossível fazer sempre o certo e agradar a todos, vai perceber que erros não passam despercebidos e que as pessoas vão sempre te julgar, vai cair de cara no chão. De novo. E de novo. Se machucar toda, carregar cicatrizes e achar que não consegue mais. E quando você não tiver mais forças, vai aparecer alguém para te dar a mão e te reerguer. É ele. Deu certo."

(Isabella Freitas)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Roteiro



O desconhecido por quem se tem empatia...
O conhecido com quem se tem afinidades...
O amigo com quem se tem cumplicidade...

Por fim, o homem, com quem se tem afinidades e cumplicidade, por quem se tem empatia e um amor não correspondido.

:(

sábado, 17 de maio de 2014

por aí....


Strip-Tease
(Martha Medeiros)

"Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".

Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."

Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".

Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca."


Não é meu, mas define um pouco... falar é terapêutico!