terça-feira, 13 de maio de 2014

Deixo assim, ficar, subentendido...



"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim, ficar
Subentendido

Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma ideia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então..."

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sonhando



Engraçado que mesmo sendo muito católica e tendo realizado os sacramentos do catolicismo (batismo, confissão, comunhão e crisma) eu nunca sonhei com um casamento nos moldes da igreja católica ou de outra igreja qualquer. Acho linda a cerimônia, o vestido, a marcha nupcial, a troca de alianças, os padrinhos, buquês e etc. até me emociono quando vou a um desses casamentos, mas não me vejo vivendo isso, parece que não se encaixa pra mim.
Não que eu não queira viver junto com um homem que eu ame e que me ame para compartilhar a vida, claro que quero! E quando encontrar essa pessoa vou querer sim celebrar esse encontro, essa troca de afetos e esse desejo de estar juntos. Mas quero que o meu casamento seja na Praia Grande (Boa Vista) no final da tarde, com aquele pôr-do-sol perfeito que só se vê aqui em Boa Vista, não deve haver sinal maior da benção de Deus do que aquele pôr-do-sol sobre as águas do rio branco.
Quero nossos familiares mais chegados e os amigos mais íntimos para compartilhar este momento com a gente. No lugar do padre vou querer um amigo que saiba da nossa história e leia um poema capaz de traduzir os sentimentos envolvidos naquele instante, Deus abençoa através da amizade também.  Não quero falar pro meu noivo nem ouvir dele aquelas palavras já decoradas por tantos outros noivos (na saúde e na doença, alegria e tristeza...até que a morte nos separe), quero recitar pra ele a letra da minha música preferida e um poema de amor que eu tenha escrito no auge da paixão e finalizar com Vinicius com o seu “que seja infinito enquanto dure”, quero ouvir do homem com quem vou compartilhar minha vida palavras sinceras, mesmo que saiam meio desajeitadas, mas que tenham sido pensadas por ele pra falar da gente.
Quero um amigo tocando violão, umas músicas do Teatro Mágico (“que o teu afeto me afetou é fato agora faça-me o favor...”, “só enquanto eu respirar vou me lembrar de você”) do Cícero (“eu nem vi quando você espetou sua casa em mim...” , “podemos enfeitar domingos...”) e do Jeneci (“largo tudo se a gente se casar domingo, praia, no sol, no mar...), e do Neuber Uchoa (“deixa eu ficar do teu lado, vamos olhar as estrelas, no nosso sonho dourado...)”. Pode ter uns reggaes com a vibe bem positiva também e não me importo se tiver que tocar o hino do time de futebol dele, porque se eu escolher compartilhar a vida com alguém vai ser com tudo o que esse alguém tem e gosta.
Quero todo mundo de roupa branca, porque branco representa a paz, branco ilumina e as fotos iriam sair lindas, pés descalços. Pelo menos os meus pés estarão descalços em comunhão com a natureza, afinal fazemos parte dela. Meu vestido branco vai ser simples, cabelos soltos e cacheados como sempre... ele pode estar de bermuda e camiseta de botão meio aberta no peito, como ele quiser estar! De preferência que seja num domingo para que eu acorde no outro dia com uma felicidade tão grande que ninguém nunca ousou sentir em plena segunda!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mais do mesmo...

Ando cansada desse grande ”mais do mesmo” que temos vivido ultimamente. As pessoas são tão iguais na sua falta de valores e na sua alienação. Mesmo os que se dizem diferentes, em sua maioria, são iguais à maioria, em suas atitudes assemelham-se com aquilo que dizem não gostar. Falar é mais fácil do que fazer. E assim as noticias no jornal se repetem, os assassinatos têm todos o mesmo pano de fundo, os animais continuam sendo maltratados, as crianças abandonadas, os pretos sofrendo preconceito, os homessexuais sendo espancados, os profissionais desvalorizados, os políticos roubando, os pais se separando, e tudo se repetindo.

Outra repetição comum é o valor que se dá às pessoas. Quem tem o carro melhor, mais viagens, o cabelo mais bonito, usa as melhores roupas, a profissão da elite, faz cirurgias plásticas... “conquista” mais amigos e pretendentes do que quem não tem tudo isso. Valoriza-se mais status e beleza do que inteligência, coração e essência. Ah! Como eu tô cansada disso tudo, dessa gente hipócrita que diz ter coração, mas nem sabe o que é ter coração.

De fato, creio que ando perdendo a fé na humanidade, mas como ter fé em uma humanidade que julga alguém sem provas e na absoluta loucura de fazer justiça com as próprias mãos espanca e mata em praça pública uma mãe de família inocente? Me sinto voltando aos tempos da inquisição. Como ter fé em uma humanidade incapaz de pensar por si própria e que fica repetindo com fotos e hastags “somos todos macacos”, achando que com isso estão lutando contra o preconceito quando na verdade estão apenas alimentando uma jogada de marketing que deixa alguns ricos mais ricos? Como acreditar em uma humanidade que se preocupa mais com a construção de estádios do que com a construção de escolas e hospitais?

Quanta ignorância. Quanta alienação. Quanta hipocrisia. Quanto vazio. Quanto mais do mesmo.

De fato, estou cansada e procurando uma forma de acreditar que o mundo ainda vai ter jeito!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A Culpa é das Estrelas, encantador!



Terminei hoje a leitura do livro “A Culpa é das Estrelas”.
Terminei completamente encantada pela história da Hazel e do Agustus, vidas entrelaçadas pelo câncer e que acabam por tornar-se uma única história. A leveza com a qual os dois adolescentes vão descobrindo o primeiro amor e o quanto a vida pode ser surpreendente embriaga os leitores que, cada vez mais, querem mergulhar no mundo de Augustus, Hazel e Isaac, o amigo que ficou cego devido à doença.
A dor e a ironia com a qual compartilham suas angústias geradas pela doença, seus medos da morte e de perderem-se um do outro, doem na gente, fazendo com que nós julguemos nossa própria existência nesse universo. Se eu morrer hoje, terá sido em vão? O medo de ser esquecido de Augustus, o medo de deixar os pais órfãos de filhos de Hazel, o medo de Isaac de voltar a enxergar um mundo sem o melhor amigo, o medo de Van Houten de enfrentar a perda da filha refugiando-se na bebida e tantos outros medos narrados pelos olhos inteligentes de Hazel, nos fazem sentir medo também.
 Mas suas histórias nos fazem pensar que podemos escolher o que fazer diante do medo e da dor. Assim como Hazel e Augustus são mais do que dois jovens com câncer, ao longo da leitura podemos descobrir que somos mais do que pensamos ser e que temos um infinito de possibilidades de sermos felizes. Ainda que alguns infinitos sejam maiores que os outros, em cada infinito um universo inteiro espera para fazer com que sejamos notados pelas nossas escolhas e por aqueles que, apesar de qualquer dor, escolheriam viver ao nosso lado.
A Culpa é das Estrelas é um livro lindo, daqueles que levam tempo para serem digeridos, que precisam ser pensados e repensados que nos levam a reflexões sobre as coisas mais simples e complexas da vida. É um livro que faz rir e que faz chorar na mesma medida.

“A tristeza não nos muda, Hazel, ela nos revela.” (p.200)


“Não dá para escolher se você vai ou não se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que a Hazel aceite as dela.” (p. 219)



sábado, 19 de abril de 2014

"...não seja a pessoa que você não queria ter como amigo de jeito nenhum..."


"Então vamos combinar uma coisa? Sem lamentações, meu bem. O tempo passou e coisa e tal. E não há mais nada que a gente possa fazer em relação ao que ficou pra trás. Se foi bom. Se foi ruim. Deixa pra lá. Pega o que te faz ser alguém melhor e segue em frente.  Se teve riso.  Se teve lágrima. Aprende. É só isso que eu te peço, meu bem: aprende. Mira no que te faz sorrir. Agarra a tua esperança com mãos de aço. Deixa despentear o cabelo. Sente o vento. E vai.

Olha, meu bem, a vida passa rápido demais, entende? Então faça um favor: não perca tempo com bobagens. É claro que vão despedaçar o seu coração, não se iluda. Pode ser que você tenha que catar os caquinhos de vez em quando. Acontece. Nessas horas, meu bem, quando você achar que não é possível aguentar, que tá pesado demais, lembra o que combinamos antes de tudo isso. Sem lamentações. Porque tá aí a maior bobagem da vida inteira.

Siga a sua intuição. Você pode até achar que não é uma pessoa intuitiva, que não tem o dom pra coisa nenhuma, nadinha. E nada mais. Mas você tem, meu bem. Acredita nisso.Quem mais te conhece te olha no espelho todos os dias. Quem mais te conhece dorme e acorda com você. Sente o que você sente. Passa por onde você passa. Fala com você. Grita com você. Então escuta. Por favor, escuta. Aprende a enxergar sem medo o lado de dentro, meu bem. Porque todas as respostas que a gente procura estão ali. Feche os olhos pra ver. E veja. 

Tenha disciplina e foco, sempre, em todos os dias da sua vida. Sem foco e disciplina, ninguém chega a lugar algum. Tudo bem, eu sei. É difícil mesmo. São muitas as tentações e muitas as pedras que você vai encontrar no seu caminho. Mas não desanime na primeira queda. Nem perca a fé em si mesmo. Sabe, na maioria das vezes, o caminho mais fácil pode te levar a uma cilada. Não opte por ele. Você verá que, de alguma forma, todas as dificuldades pelas quais passou e ainda vai passar na vida vão fazer de você uma pessoa muito mais forte e corajosa. É a forma com a qual você lida com as adversidades, meu bem, não importa quais sejam, que vai mostrar para o mundo quem você realmente é. Faça valer a pena.

Não deixe que o mundo te transforme em alguém que você não conhece. Seja você, mesmo que doa. Mesmo que os outros reclamem. Mesmo que todos os mesmos insistam em te chamar de louco, perdido, estranho e coisa e tal. Aprenda que a normalidade é uma droga, meu bem. E droga faz mal. Droga mata. Então não se mate aos pouquinhos. Não queira ser como todos esses normais, que só falam das mesmas coisas, que só gostam das mesmas coisas, que só aceitam as mesmas coisas e que serão para sempre do mesmo jeitinho que são agora. Mudar faz parte da vida, meu bem. Então mude, sim. Mas mude sem perder a essência. E a leveza.

Seja simples. Seja do bem. E não fique querendo ter a vida dos outros, pelo amor de Deus. Pode ser que ela seja mesmo maravilhosa. Pode ser que seja uma porcaria. Quem sabe, afinal? Agradeça pelo que você tem. Por quem você é. Pelas coisas e pelas pessoas que você vem colecionando ao longo do caminho. Importe-se com quem se importa com você. Queira bem. Não seja maledicente, nem falso, nem egoísta. Por favor, não seja a pessoa que você não queria ter como amigo de jeito nenhum. Seja bom. Seja de verdade.

E nunca, nunquinha mesmo, deixa de demonstrar amor por quem você ama. Não precisa falar. Não precisa provar. Não precisa de confete, de purpurina, de alto-falante. Ame simplesmente. Sem frescura. Sem censura. Sem não-me-toques.

Ame, meu bem. Com doçura. Com verdade. Com sentimento. Ame todos os dias, sempre. Sem medo. Sem vergonha.

Olha, por último, também vou te pedir para que seja generoso e grato, sabe? Porque a generosidade e a gratidão são uma das coisas mais preciosas desse mundo inteirinho. Então seja generoso e grato, meu bem. Com a vida. Pela vida. 

Porque assim, pode apostar, ela também se lembrará de ser generosa e grata com você, todo dia um pouquinho. "



(Ana Paula Ramos)

Espero nunca esquecer desse texto!!!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Força, coragem, fé.

 
 
Às vezes, a gente se perde de nós mesmos. Nos deixamos levar pela correnteza, para onde ela vai, nós vamos. E assim deixamos de lado quem somos, nossos sonhos, nossos ideais e os valores que servem de alicerce para nosso caráter. Caráter. Palavra que está cada vez mais em desuso, mas eu ainda faço questão e usá-la. continuando com as palavras fora de moda, agora vou usar a essência, também ultrapassada. Quantas vezes a gente esquece que temos uma essência? Por vezes nos distanciamos tanto da nossa essência que nos tornamos o contrário dela. Vamos com o resto, fazemos o que todos fazem, usamos as mesmas gírias da multidão, o mesmo tipo d roupa, exibimos os mesmos comportamentos dos quais, um dia, já discordamos.
É preciso ser forte para manter suas opiniões , que talvez sejam diferentes das do resto do mundo, mas que são suas. É preciso ser forte para não ser apenas mais do mesmo. É preciso ser forte para, ainda com o coração quebrado, manter seu espirito intacto.
É preciso coragem para olhar para dentro de si e ver que não está nem perto de ser a pessoa que um dia almejou. É preciso coragem para assumir que esqueceu de sua essência. É preciso ser forte para procurar dentro de si os valores que se perderam no caminho. É fé em algo muito maior do que  esse mundo de coisas passageiras e superficiais. É preciso coragem...
Mas nunca é tarde para isso. Sempre é tempo de nos tornarmos aquilo que queremos ser, aquilo que realmente vai nos fazer felizes e orgulhosos de nós mesmos. eis o meu maior desejo, que nós sejamos sempre alguém de quem podemos sentir orgulho!
 
 
Esse texto fala sobre mim, sobre minhas mudanças. Mas fala, também, sobre tantas outras pessoas que eu gostaria que não se perdessem no caminho...

"Podem até maltratar meu coração, mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar!"
(RUSSO, Renato)

sábado, 29 de março de 2014

Curitiba, 321 anos!

Curitiba linda das minhas lembranças.
Curitiba da minha primeira infância.
Onde dei meus primeiros passos, onde falei minhas primeiras palavras, onde vi a luz do sol pela primeira vez, onde aprendi o que é o amor!
Curitiba que sempre me encantou! Lembro com carinho dos passeios que fazia no centro de mãos dadas com  minha mãe, dos ônibus que pegávamos, de comprar pipoca com bacon nas esquinas dos pontos de ônibus. Teu passeio publico com o pavão que me impressionava com suas cores, o trem que passava cortando o bairro Boa Vista e que me causava medo. Minha primeira escola, meus primeiros amigos. Os pinheiros enormes e na época certa, os pinhões que eram motivo pra reunir a família.
Ah! Curitiba! Às vezes penso que gostaria de ter ficado sempre aí, ter feito minha vida em teu coração, ter construído minha história por estas terras, mas segui outro caminho, vim para terras distantes de ti. Atravessei o país, criei raízes deste lado, mas sem nunca te esquecer... Tu ainda está presente nos meus sonhos que, constantemente, me lembram que pertenço à este lugar. E mais que tudo te trago no meu coração e nas minhas saudades.
Saudades de tuas belezas, saudades das pessoas que amo e aí estão e saudades de mim quando estava aí!
Parabéns minha cidade natal, que você continue encantando!

*Foto tirada em 20111 na Ópera de Arame, nela está meu irmão, também curitibano.

domingo, 16 de março de 2014

Rumo aos 26


Interessante quando a gente é capaz de perceber que, mesmo não estando onde e como planejávamos estar, temos muito a agradecer pelo que somos e temos.

Quem não senti, pensa que vence.

O texto não é meu, mas descreve perfeitamente alguém que passou pela minha vida se gabando pela escolha de não sentir. Descreve a relação que estabelecemos. Descreve a minha tentativa de resgatá-lo do mundo frio e sem graça que ele escolheu. A minha frustração por não conseguir. E, por fim, descreve a minha certeza de quem realmente perdeu.


"Ele escolheu não sentir. Simples assim, frio assim, como quem escolhe uma roupa de manhã. E ele sempre achou isso o máximo, certo de que era muito forte e que ser completamente racional era motivo pra medalhas. De longe eu pude ver ele atrapalhado entre os escudos, todo aquele teatro podia convencer muita gente, mas eu sempre soube que sentir não era uma opção e que tinha muito por baixo de toda aquela capa mal remendada. E tinha mesmo, uma pessoa linda, eu juro. Bem, bem escondida, trancada debaixo da cama, como aqueles monstros da infância. Acho triste, covarde e solitário. Fraqueza demais deixar uma pessoa te matar por dentro. Ele se via o herói de Tróia, eu via um guerreiro medroso abaixando a espada pra primeira bandida. E, por coincidência, teste ou algum tipo de missão, sou casa pra esse tipo de gente que se embaralha toda com essa coisa de sentir e acha mais prático ou cômodo se bloquear. E eu, toda atrapalhada por natureza, tenho que ficar ensinando, arrumando, resgatando, me bagunçando. Enfim, sou jogada no campo de batalha, sem aviso, sem nem que eu perceba. Só que, instintivamente, não sou do tipo que recua, meu ataque não é agressivo e isso, por incrível que pareça, assusta bem mais que uma estratégia friamente calculada ou uma fuga de mestre. Quem vive se escondendo atrás de uma máscara não suporta a ideia de alguém descrevendo e percebendo cada gesto por trás, tudo que é tão rigorosamente protegido e escondido. Tem gente que não quer ser resgatada e eu sou livre demais pra viver com alguém prisioneiro. Tecnicamente, não ganhei a batalha. Sinceramente, não fui eu que perdi." (Maecella Fernanda)

http://eusoumeigaporra.blogspot.com.br/2014/03/nao-era-amor-era-roma.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+EuTenhoUmLadoDoceQueQuaseNingumV+(Eu+tenho+um+lado+doce+que+quase+ningu%C3%A9m+v%C3%AA)

domingo, 12 de janeiro de 2014

Jogo que não sei jogar :p



Então é isso? Essa é a verdade?
Todo homem trai e toda mulher finge que não sabe disso para poder ter um relacionamento sério?
E os relacionamentos nada têm haver com amor, companheirismo, fidelidade e paixão? Na verdade não passam de um jogo onde o vencedor é aquele que consegue fingir por mais tempo? É isso mesmo, Zé?
Se for assim Zé, pode espalhar por aí que não aprendi a jogar esse jogo e nem quero aprender, as regras dele vão de encontro com as minhas próprias regras, não dá para conciliar. Prezo demais meus sentimentos para fazer deles simples peões de tabuleiro, aprendi a jogar com mimicas, com baralho, com desenhos, com palavras, com músicas... agora com o que vem do meu coração, não, esse jogo não faz parte do meu repertório de diversões, Zé.
Isso deve ser jogo pra gente muito mais esperta do que eu, essa gente que não se importa em magoar ou em transformar os outros nos seus peões, dessa gente que faz da própria vida um tabuleiro com peças a serem manipuladas friamente. Esse tipo de gente que não sofre por ninguém porque aprendeu desde cedo que sentimento só serve para jogar e causar diversão, gente esperta que nunca vai saber o que é uma decepção ou... uma paixão.  Eu não tenho essas espertezas, se as coisas forem assim, então eu sou burra, Zé!

Já tenho certeza que, mesmo que eu entre nesse jogo sem querer, dele nunca vou sair vencedora. Sempre vou ter como resultado um coração partido, Zé. Mas não me revolto, se as regras do jogo são essas eu prefiro é perder, tem vitórias que nos tiram a paz, e eu quero sempre a minha paz aqui comigo. E quem sabe um dia eu encontre algum burro que nem eu Zé, que também não aprendeu as regras desse jogo. Aí a gente não vai jogar nada, mas vamos ganhar juntos!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Bye bye 2013 :*

Diferente. Louco. Intenso. Forte. Emocionante. Gratidão. 
Essas são algumas das palavras que melhor descrevem meu 2013.
Um ano muito diferente de todos, mudei minhas prioridades, ganhei mais responsabilidades, trabalhei onde nunca achei que trabalharia, fiz coisas diferentes de quem eu achava que era, me descobri diferente de quem sempre achei que fosse!
Deixei de lado coisas que antes julgava tão importantes, amanheci várias vezes com os amigos, peguei a estrada sozinha, assisti um parto normal, acreditei na sorte e me joguei sem paraquedas, me apaixonei, chamei pessoas que não conhecia direito de amigas, fiz a terceira tatuagem... Um pouco de loucura que, na maior parte, me fez bem!
Gostei de verdade de alguém , me magoei de verdade também, aproveitei cada minuto com meus amigos, sofri por medo de perder alguém que amo, fiquei imensamente feliz e grata a Deus por não ter perdido, fui feliz quando era pra ser, fui triste quando era pra ser, transbordei de tanto sentir... Intensidade que me acompanha!
Aguentei coisas sozinha, me senti sozinha algumas vezes, trabalhei bastante, não me troquei coisas que não valiam minha real preocupação, afastei de mim quem não me fazia bem, diante do pior momento tive uma fé que nem sabia que tava dentro de mim, dei voltas por cima, encarei dois empregos novos em um único ano... 2013 foi forte e eu também!
Emoção desde o inicio, com as tristezas assistidas pela televisão e com as alegrias vividas. Aprendi tanto com crianças realmente especiais com as quais trabalhei. Reencontrei amigas, encontrei amigos, vi uma criança nascer e fui escolhida pra madrinha, testemunhei um milagre na minha família, comprei meu carro, recebi o resultado positivo do concurso que havia feito ainda em 2012, vi amigas casarem e iniciarem uma nova história linda, amigas engravidaram... Foram muitas, muitas emoções mesmo!
Me tornei finalmente independente, o que não significa que não precise mais da minha família, pois deles sempre vou querer o afeto! Conheci pessoas maravilhosas que quero sempre por perto, conheci pessoas não tão legais que me ensinaram o valor que os amigos de verdade têm. Tive momentos únicos, dancei, cantei, sorri, chorei, orei, apreciei o nascer e o pôr-do-sol, aprendi mais sobre mim... apesar de alguns momentos difíceis, fui tão feliz que só posso ser grata, grata à Deus, grata ao universo, grata às pessoas que passaram por mim, grata à vida. 2013 tem toda a minha gratidão! <3 div="">

Que venha 2014, e que seja lindo, ainda mais!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Sobre os ciclos...

De tudo o que eu deixei de escrever e agora necessito deixar aqui, o mais urgente é sobre as emoções contraditórias que senti hoje. Então vamos lá:


A vida é cíclica.
Hoje, mais do que nunca, tive essa certeza.
E por mais que já tenhamos encerrado diversos ciclos, essa experiência jamais passará por nós de forma indiferente ou somos nós que jamais passaremos por ela com indiferença. Dizer adeus à pessoas, lugares ou fases da nossa vida é algo que mistura dentro de nós sentimentos tão contraditórios que, às vezes, nem parecem caber no mesmo peito. Mas cabem.
Pelo menos foi assim que me senti hoje no meu último dia de trabalho no Centro de Educação Especial, lugar onde nunca almejei trabalhar, mas (talvez por força do destino) trabalhei durante pouco mais de dez meses. Atendendo pela ultima vez alguns dos meus pacientes (que só podiam ser chamados de estudantes) vi um filme passando na minha frente.
 O filme mostrou desde o momento em que recebi a ligação chamando para este trabalho, passando pela agonia de recolher todos os documentos necessários em uma manhã, a mudança de cidade rápida e inesperada, a alegria e ajuda inestimável de pessoas que me amam e torcem por mim... o primeiro dia de trabalho naquele ambiente que me era totalmente estranho e passando a atuar em um mundo que me era tão distante. Lembro perfeitamente das sensações que tive diante de cada nova criança que chegava para o atendimento (medo, surpresa, carinho, simpatia, impotência, vontade de fazer mais), fui apresentada na prática a um mundo que, para mim, era tão desconhecido.
Crianças com altismo, atraso no desenvolvimento, síndrome de Down, aspeger, paralisias, dificuldades de aprendizagem, TDAH, problemas de comportamento e tantos outros diagnósticos. Foi com crianças assim que convivi durante esse tempo e vi nelas muito mais do que um diagnóstico, muitas vezes me vi como uma aprendiz em frente a elas, outras como a professora. o certo é que serei eternamente grata por esta experiência, por esta aprendizagem e por ter podido, através da psicologia, contribuir para a melhora destas crianças que são especiais sim, cada uma de um jeito único.
E hoje este ciclo se encerrou, eu sempre soube que ele não duraria mais que um ano e sei que o que está por vir tende a ser melhor. Já aprendi que alguns ciclos precisam se fechar para que outros melhores comecem e mesmo tendo a certeza de que quero muito iniciar uma nova fase profissional não foi sem choro que assinei meu termo de desligamento e abracei carinhosamente os agora ex-colegas de trabalho.
E como uma colega me disse ao se despedir de mim: "Chegou a hora de ajudar outras pessoas!"